segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
sábado, 29 de novembro de 2014
A importância do Vinculo Familiar
A importância do vínculo
Pesquisas mostram que existe um fator que faz grande diferença no desempenho do seu filho, na escola e na vida. Algo mais determinante do que inteligência ou recursos: a sua boa conexão com eleTexto Carolina Tarrío Qual é a melhor ferramenta para garantir um bom futuro ao seu filho? Umapoupança que banque uma ótima educação? Cursos e atividades extracurriculares que o ajudem a desenvolver múltiplas habilidades?Estímulos adequados desde a concepção até os primeiros anos, quando océrebro está em formação e absorve quantidades enormes de dados? Ou ao contrário, deixá-lo dispor de tempo livre para experimentar e descobrir o mundo?Essas dúvidas cruzam a mente de pais e mães por todo o planeta. Algumas nos torturam até, ou nos enchem de culpa e de trabalho extra, já que bancar boas escolas e cursos não custa pouco. A questão é que a resposta correta talvez não esteja aí. "O que mais importa no desenvolvimento de uma criança não é a quantidade de informação introduzida em seu cérebro nos primeiros anos de vida. E, sim, ajudá-la a desenvolver um conjunto de características, como persistência, autocontrole, curiosidade, escrúpulos, determinação e autoconfiança, que vão fazer diferença tanto no seu desempenho escolar como por toda a vida", diz o jornalista americano Paul Tough, autor do livro Uma Questão de Caráter (Ed. Intrínseca), que investigou por que características emocionais podem ser mais determinantes do que inteligência ou recursos em uma educação de sucesso.
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Especial Habilidades
não-cognitivas
Veja porque estimular competências como sociabilidade, curiosidade e dedicação no seu filho. |
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Blair constatou que esses momentos de fato têm grande efeito nos níveis de cortisol das crianças — mas apenas quando as mães se mostram desatentas ou indiferentes. Quando as mães apresentam um alto grau de atenção e se conectam positivamente com as crianças, o impacto desses fatores ambientais sobre os filhos parece quase desaparecer. Ou seja: cuidados de alta qualidade funcionam como um poderoso amortecedor perante eventuais danos causados pela adversidade. E constituem uma base segura a partir da qual a criança se coloca perante o mundo e o explora com maior eficácia. Mas em que consiste exatamente esse cuidado de qualidade? Veja, em cada etapa do crescimento, como ele pode se traduzir.
Dificuldades e transtornos de aprendizagem Revista The One Magazine
Dificuldades e transtornos de aprendizagem
Os problemas de aprendizagem afetam negativamente a vida escolar, familiar, social e psíquica de muitas crianças e adolescentes, causando sofrimento e perda de autoestima. Os pais também sofrem, sentindo-se impotentes frente às dificuldades do filho.
Entraves no processo de aprendizagem possuem múltiplas causas, incluindo metodologia de ensino inadequada às necessidades da criança, fatores de ordem emocional e/ou dificuldades de aprendizagem secundárias a outros quadros diagnósticos. Entre estes quadros estão algumas síndromes genéticas, como Síndrome de Down e Síndrome do Sexo Frágil, transtornos do espectro autista, transtornos psiquiátricos, deficiência intelectual e patologias neurológicas diversas, inclusive Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Já os Transtornos de Aprendizagem são específicos em leitura (dislexia), escrita (disgrafia e disortográfica) ou matemática (discalculia), e possuem base genética. Ocorrem em indivíduos que apresentam inteligência normal ou superior e rendimento escolar abaixo do esperado para sua idade, escolaridade e capacidade intelectual.
A avaliação psicopedagógica cautelosa é o primeiro passo para diagnosticar a causa do problema de aprendizagem e definir o plano de intervenção para tratamento clínico. Além de avaliar e intervir clinicamente, o psicopedagogo trabalha em conjunto com outros profissionais que atendem a criança, como médicos, psicólogos ou fonoaudiólogos, conforme o caso. Também atua em parceria com a escola, a fim de adequar o ensino às necessidades do paciente, levando em conta suas dificuldades e, principalmente, suas potencialidades.
QUANDO É NECESSÁRIO LEVAR O FILHO AO PSICOPEDAGOGO?
Em geral, as crianças ou adolescentes são encaminhadas ao psicopedagogo quando apresentam dificuldades de aprendizagem, tanto na etapa de alfabetização como entraves no desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e matemática. No caso de crianças com alterações neurológicas, síndromes genéticas, transtornos psiquiátricos ou outras patologias que interferem nas aprendizagens, o encaminhamento deve ser precoce, de modo a minimizar o impacto destas patologias na vida escolar da criança.
HÁ COMO PREVENIR OS PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM?
Sim, o trabalho psicopedagógico preventivo com crianças em idade pré-escolar, de modo a prepará-las para o processo de alfabetização, pode evitar ou minimizar futuros problemas de aprendizagem.
COMO SE DÁ O TRABALHO PSICOPEDAGÓGICO CLÍNICO?
Inicialmente, é realizada a avaliação para o psicopedagogo detectar os problemas de aprendizagem, bem como identificar suas causas, considerando os múltiplos fatores envolvidos no processo de aprendizagem. Elabora-se, então, o laudo psicopedagógico que, quando necessário e autorizado pelos pais, pode ser disponibilizado à escola. Se confirmada a hipótese de dificuldade ou transtorno de aprendizagem, um plano de trabalho para tratamento psicopedagógico é elaborado e discutido com os pais.
O PSICOPEDAGOGO DEVE IR À ESCOLA DA CRIANÇA?
Sim, inicialmente o psicopedagogo entrará em contato com a equipe pedagógica da escola para coletar informações sobre o desempenho escolar do paciente. Durante o tratamento, o psicopedagogo fará a mediação com a escola, com o objetivo de adaptar o currículo escolar às necessidades do paciente.
COMO EVOLUI UMA CRIANÇA OU ADOLESCENTE SUBMETIDO A TRATAMENTO?
A evolução, bem como o tempo de tratamento, depende da causa e do tipo de problema diagnosticado no processo de avaliação. Em geral, as dificuldades de aprendizagem têm prognóstico melhor do que os transtornos, que exigem intervenção mais intensiva e por mais tempo. Seja qual for o caso, a intervenção psicopedagógica clínica visa à reabilitação do paciente, para que ele atinja o mais alto nível funcional possível, fazendo uso de suas potencialidades para minimizar o impacto de suas dificuldades e, desta forma, melhorar seu desempenho escolar.
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza - Médico psiquiatra e psicoterapeuta.
Leia mais em: http://www.portalnatural.com.br
Fonte Revista The One Magazine.
www.theonemagazine.com.br
Edição: Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
A figura paterna no desenvolvimento infantil
A figura paterna no desenvolvimento infantil
Pesquisas revelam a influência específica do pai no
fortalecimento da empatia
novembro de 2014
Peter/Shutterstock
Pais de adolescentes sabem muito bem: não é nada fácil lidar
com crises e desafios escolares e sociais que com frequência aparecem na
passagem da infância para a idade adulta. Surgem muitas dúvidas quando se trata
de escolher o melhor modo de lidar com os impasses, até porque, não raro, as
questões dos jovens remetem os adultos às angústias já vividas por eles nessa
etapa (nem sempre elaboradas). No entanto, ser um bom pai tem muito a ver com
aceitar os filhos – embora seja mais fácil dizer isso do que agir,
principalmente quando aparecem com uma tatuagem ou quando os pais recebem uma
ligação da escola convocando uma reunião para falar do mau comportamento.
O psicólogo Ronald P. Rohner, pesquisador da Universidade de
Connecticut, estuda as consequências da rejeição de crianças e adolescentes
pelos pais e a influência que o olhar parental tem sobre aspectos importantes
da personalidade. Jovens que se sentem acolhidos em casa costumam ser mais
independentes e emocionalmente estáveis, têm maior autoestima e mantêm uma
visão positiva do mundo. Aqueles que se sentem rejeitados não raro demonstram o
oposto: hostilidade, sentimentos de inadequação, instabilidade e uma visão
negativa das mais variadas situações.
Em seu trabalho Rohner analisou dados de 36 estudos sobre
aceitação e rejeição dos pais. “Não parece haver dúvidas de que o investimento
emocional tanto materno quanto paterno está associado com essas características
de personalidade”, afirma o psicólogo. E, segundo ele, o afeto do pai é tão
importante quanto o da mãe. “Culturalmente, a grande ênfase na figura da mãe
levou a uma tendência inadequada de responsabilizá-la pelos problemas de
comportamento das crianças quando, de fato, o homem está muito mais implicado
nessas situações do que as pessoas em geral imaginam.”
O pai parece ter também um papel surpreendentemente
importante no fortalecimento da empatia dos filhos. O psicólogo Richard
Koestner, da Universidade McGill, analisou um estudo com 75 homens e mulheres
acompanhados por pesquisadores da Universidade Yale em 1950, quando os
voluntários eram crianças. Koestner e seus colegas examinaram diversos fatores
que poderiam afetar a capacidade empática na fase adulta, mas um em especial
lhe chamou a atenção: o tempo que o pai passava com os filhos. “Ficamos
espantados ao descobrir que o carinho recebido pela dupla pai-mãe em si não fez
diferença significativa em relação à empatia. E nos surpreendemos mais ainda ao
constatar quanto era forte a influência especificamente paterna”, diz Koestner.
A psicóloga Melanie Chifre Mallers, da Universidade Estadual
da Califórnia em Fullerton, também descobriu que filhos com boas lembranças do
pai eram mais capazes de lidar com as tensões cotidianas da vida adulta. Na
mesma época, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Toronto submeteu um
grupo de adultos a um scanner de ressonância magnética funcional para avaliar
as reações quando observavam o rosto dos pais. Imagens da mãe provocaram, de
imediato, maior atividade em várias regiões cerebrais, algumas associadas ao
processamento de características da face. Já o rosto do pai acionou, em
primeiro lugar, circuitos no núcleo caudado, uma estrutura relacionada a
sentimentos de amor.
As evidências mostram que o homem contribui de forma única
com os filhos. Mas o contrário não é necessariamente verdadeiro: crianças que
não convivem com ele na mesma casa não estão de forma alguma condenadas ao
fracasso. Embora o pai seja importante, esse papel pode ser substituído.
Obviamente, conhecemos crianças que cresceram em circunstâncias difíceis, mas
que hoje desfrutam de uma vida rica e gratificante. Nem todos se tornam o
presidente dos Estados Unidos, mas Barack Obama é um exemplo do que pode ser
alcançado por uma criança que passou a infância sem pai, mas conseguiu superar
a situação. A paternidade tem a ver com orientar as crianças para que possam
ser adultos felizes e saudáveis, à vontade no mundo, preparados para viver
relações de afeto, respeito e cuidado e, eventualmente, ser pais ou mães.
Leia mais
Facetas da paternidade
Participar do cuidado dos filhos traz ganhos cerebrais
A paternidade muda o cérebro
Homens ficam mais atentos e acolhedores com a chegada do
bebê
Maioria das pesquisas sobre desenvolvimento infantil não
considera influência paterna
Pesquisadores encontraram apenas 199 artigos científicos que
relacionam presença do pai e formação psíquica da criança
Fonte
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Cuidados com as crianças, educar é mais simples do que simplesmente mandar.
Ao invés de mandar seu filho não tocar um fogão quente, que tal explicar para ele os riscos envolvidos na ação?
É o que sugere uma nova pesquisa da Universidade de Iowa (EUA). Os cientistas descobriram que as crianças realmente escutam mães que tendem a orientar seus filhos em conversas sobre os perigos de certas atitudes. Em cerca de 80% das vezes, essas conversas levaram as crianças a concordar com as opiniões de sua família.
O estudo
Os cientistas recrutaram 63 mães e seus filhos de 8 a 10 anos de idade para um experimento sobre conversas de segurança. Primeiro, as mães e os filhos viram fotografias de crianças em situações com diferentes níveis de perigo, por exemplo, tentando cortar madeira com um machado, ou andando de skate na rua.
As mães e as crianças avaliaram individualmente quão perigosas as situações eram, em uma escala de um a quatro. Em seguida, se reuniram para olhar as fotos de novo, discutir e decidir sobre a classificação de segurança juntos.
As mães frequentemente começaram perguntando a opinião da criança para, em seguida, guiar seu pensamento, apontando os perigos que ela não tinha percebido, como uma luva pendurada sobre um fogão quente, por exemplo. A mãe, então, amarrou o discurso falando de um perigo em particular, como a luva pegar fogo.
Conclusões
Cerca de um terço do tempo, a criança e a mãe começaram em desacordo sobre a segurança da situação. Mas, nas discussões que se seguiram, as mães que explicaram os perigos foram capazes de influenciar a criança para seu ponto de vista em 80% do tempo.
As áreas de desacordo são terreno fértil para a aprendizagem, disse uma das pesquisadoras do estudo, a psicóloga Jodie Plumert. “Dizer para seu filho ‘Não faça isso’ ou ‘Pare’ ou ‘Cuidado’ realmente não funciona”, diz ela. “Não há problema em falar isso, mas o próximo passo é explicar por quê. Você não deve presumir que seu filho sabe porque não, mesmo que pareça óbvio para você”.
Os pesquisadores também descobriram uma dica importante: as crianças com um histórico de lesões que requerem tratamento médico são as menos propensas a observar potenciais perigos em uma cena.
“Isso pode significar que as crianças que tomam mais riscos são mais propensas a não perceber o perigo”, afirma Plumert. Para essas crianças, as discussões sobre segurança podem ser particularmente importantes.
O próximo passo do estudo é verificar se existem diferenças na forma como as mães de outras classes sociais falam com seus filhos (essas eram mães com formação superior, todas caucasianas), saber como os pais conversam sobre segurança (eles não foram incluídos nesta pesquisa), e descobrir se as discussões realmente alteram a probabilidade das crianças de correr riscos no futuro.
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